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NEGÓCIO SOCIAL? A quem você serve?

January 6, 2018

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NEGÓCIO SOCIAL? A quem você serve?

January 6, 2018

O empreendedorismo tem um lugar de destaque nos diálogos sobre como a sociedade pode se construir. Parte da população do Brasil ainda possui uma síndrome de vincular sua imagem ao empresário, aos negócios sem propósito, a degradação da natureza, a falta de ética e que valorizam o lucro pelo lucro passando por cima da condição humana de trabalho. Muitas vezes relacionado a interesses egoístas e gananciosos. As cicatrizes são muitas. Esse tipo de empreendedorismo constrói castelos de areia, uma sustentabilidade não vivida em seus principais fundamentos e as consequências são notáveis em nosso dia-a-dia. 

 

Na verdade, o empreendedorismo em essência, é fator chave de transformação social e econômica, sempre esteve presente na sociedade em todos os momentos que nos propomos a idealizar, conceber, projetar, executar, inovar e procurar soluções para problemas.

A questão é, somos um país empreendedor, mas qual a qualidade deste empreendedorismo? Um autoconhecer empreendedor? Quais as habilidades e competências? Quando destrinchamos essas perguntas fica fácil e evidente perceber que a cultura empreendedora no Brasil precisa ser disseminada ainda mais para que aumente e melhore seus impactos. 

 

Um movimento está começando a ganhar volume, embora antigo, mas pouco conhecido, é do setor 2.5, um  híbrido entre o segundo setor, das empresas e o terceiro setor, das ONGs. 

 

  

 

Esse empreendedorismo social procura propósitos nobres de atuação, ser ético, humanizado, respeitar e ser justo com todas as partes interessadas. Problemas sociais não nos faltam e muitas oportunidades existem para que empreendedores entreguem valor para suas comunidades. O setor 2.5 está em construção e pode revolucionar a maneira como fazemos negócios. Esse contexto abre portas para empreendedores comunitários redesenharem a história de seus bairros, cidades e da nova economia. 

 

A Conecte Plante CUFA  (www.conecteplante.com.br) é um exemplo de negócio que segue o modelo cunhado por Prof. Muhammad Yunus, Nobel da Paz, que define um negócio social como uma empresa que não gera prejuízo e nem dividendos, com foco na resolução de problemas ambientais e sociais, cobre seus custos e todo excedente financeiro é reinvestido no próprio negócio para melhorar e expandir seus impactos.

 

Muitas vezes crescemos ouvindo histórias e condicionando sistemas de crenças autolimitantes. E a do empreendedorismo com uma má imagem, talvez seja uma dessas. Precisamos de muitos empreendedores em nosso país, capacitados e qualificados para gerarem as transformações que queremos ver no mundo. Transformações que acontecem de dentro para fora nas comunidades, nas favelas e em todos os lugares onde alguém se propõe a melhorar o seu ambiente, se propõe a encontrar soluções, se propõe a construir coisas para melhorar a sua vida e de outros.

 

Os negócios sociais também abrem possibilidades e oportunidades para um consumo mais consciente, porque através dos produtos e serviços oferecidos, diretamente apoia, financia e credibiliza soluções mais sustentáveis para o planeta. Vale nos perguntarmos, o que estamos financiando através das marcas que escolhemos, dos produtos e serviços que consumimos?  A quem servimos com o nosso poder de compra? Neste momento, o poder está do lado do consumidor, ele pode tender o mercado através de suas escolhas. O poder de transformação está em nossas mãos, tanto na de quem empreende, quanto na de quem consome. A QUEM SERVIMOS QUANDO SOMOS SERVIDOS? 

 

 

 

 

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